quarta-feira, 5 de agosto de 2015

A escala.

São muitas as questões que as mentes curiosas me colocam sobre o mundo da aviação e sobretudo como é viver com um piloto. Pois bem, é um homem como todo os outros. Hehe. E vocês perguntam: 'pois mas não é difícil de viver com uma pessoa que está constantemente fora'. É verdade, mas depois de 7 anos a viver nesse modelo, nós acabamos por criar a nossa própria rotina. E ele não está sempre fora. É verdade que o momento auge do mês (em termos de organização) é a escala. A bela tabela que vai ditar quantos fins de semana vamos conseguir passar juntos, quantas estadias vai ter fora, quantos dias vou ter saudades dele e que não vou dormir tão bem, sem o quentinho dele. Posso dizer-vos que a escala tem meses em que é bem fofinha e que nos permite ter um bom equilíbrio entre estar cá e estar fora. Mas há outros meses que é bem mázinha e não nos dá essa benesse. Mas, para terem uma ideia, uma escala normal pode ter 2 estadias por semana (máximo) e algumas idas e voltas que permitem jantar com ele. Outras, em que consigo contar com ele a maior parte da semana. Portanto, não é assim tão difícil. É mais uma gestão como todas desta vida.

6 comentários:

  1. Ser mulher de um actor é mais ou menos isso também :) E estou totalmente de acordo contigo, a rutina é um bocadinho mais diferente da maioria dos casais ditos "de rutinas normais". Mas quem é que quer ter uma rutina normal hoje em dia?! ;)

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    1. Concordo plenamente! O bom, é que ao lado de um piloto/ator há sempre uma "copilota" à altura. Que respeita as suas profissões, admira-os como profissionais, seres humanos e mantêm-se firme, de mão dada, aconteça o que acontecer.😊

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  2. Compreendo-te e concordo plenamente. Como mulher de um militar é mais ou menos isso, com a diferença que a dita escala neste caso é mais "matreira" no sentido que pode mudar literalmente do dia para a noite... esquecer o poder dizer: "podem contar com a presença dele "tal dia" ou em "tal ocasião"", aliás, planos certos para os dias ou semanas seguintes é esquecer e já é arriscar demais devido à incerteza, mas quando se ama, acabamos por aceitar e habituar a esta "rotina", e aliás, do que me apercebi ao longo dos anos, custa-lhes mais a eles a ausência e não poderem estar sempre do nosso lado quando necessário do que a nós :)

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    1. Fátima, percebo perfeitamente o que dizes. O piloto cá de casa, antes de se tornar civil foi piloto militar ( convenhamos, hoje ainda o é de coração) e os destacamentos de 2 semanas foram uma realidade muito presente, sobretudo quanto houve redução de pessoal. Raro o Natal que conseguimos passar inteiramente juntos. Mas, concordo contigo, apesar de para nós ser muito difícil, para eles é muito mais, porque estão longe de tudo, dos nossos mimos (é um facto) e tudo o resto. Há momentos verdadeiramente difíceis e nós acabamos de fazer parte das esquadras ou das empresas deles, mas acredito mesmo que quanto os 2 querem muito que tudo corra bem, tudo é possível. 😊

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  3. Conheci este blogue pelo meu marido piloto/ex-militar, pelo que toda esta realidade é e sempre foi a nossa vida. Cada palavra que leio por aqui penso isto é a nossa vida, com a ressalva que por aqui não há escala, não dá para programar nada que não seja para já. Mas tb com 7 anos de vida assim já não sabemos viver de outra maneira. Isto até ajuda a que o nosso filho quando lhe perguntam onde está o pai ele saiba dizer em bebês e do alto dos seus 12 meses "num há " com o respectivo gesto a acompanhar! Confesso desde já vou ser seguidora fiel dos seu blogue!

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  4. Olá Rita! Fico muito contente com as tuas palavras. Este blog foi criado, porque sei que há muitas copiloto por aí. Todas nós sentimos na pele a sorte de ter ao lado uma pessoa tão especial, que por ter um trabalho tão nobre acaba por estar mais ausente. Sempre que quiseres partilhar uma história vossa, por favor, publica, porque este blog é também um lugar de partilha :) Um beijinho para ti

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